segunda-feira, 22 de junho de 2009

A DANÇA DO VENTRE PODE SER TRABALHADA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES?
Sim. Qualquer atividade física pode ser trabalhada com crianças em idade escolar, o que vai influenciar é a forma como esses conteúdos serão trabalhados em termos de metodologia, didática e adequação a cada faixa etária. No caso da Dança do Ventre as técnicas específicas de cada movimento serão amplamente desenvolvidas, no entanto, o enfoque estará voltado para a questão da consciência corporal e domínio do próprio corpo e não para sensualidade. Para atingir esse objetivo a dança será trabalhada na sua perspectiva folclórica utilizando-se dos elementos próprios como duff (pandeiro), bastão, véu, taças, entre outros.

POR QUE DANÇA DO VENTRE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES? Tendo em vista a pouca variedade de atividades oferecidas às meninas nestas fases, a Dança do Ventre vem como uma modalidade totalmente diferente, rica culturalmente e muito diversificada, o que promove um maior estímulo a sua prática.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS OFERECIDOS PELA PRÁTICA DA DANÇA DO VENTRE PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES? No tocante aos benefícios físicos, melhora a resistência muscular, trabalha a flexibilidade, desenvolve a coordenação motora, além de ser uma atividade predominantemente aeróbica muito prazerosa e de baixo impacto. No âmbito do aspecto psicológico melhora consideravelmente a autoestima, segurança, deixando a criança mais confiante e consciente do respeito e amor que deve ter pelo próprio corpo.

EXISTEM OUTROS PROJETOS QUE UTILIZAM A DANÇA DO VENTRE COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES? Sim. Ações como o projeto Joaninha e o Stagium Febem em São Paulo, o Projeto Vaga lume em São Vicente/SP bem como o Projeto Social do CENVI em Campinas/SP trabalham com a Dança do Ventre para meninas carentes ou em situação de risco buscando despertar nas mesmas a consciência corporal, o respeito pelo próprio corpo e o desenvolvimento da auto-estima. Cada vez mais, profissionais da rede social utilizam esta ferramenta como uma prática eficiente para promover o bem-estar e acessar conteúdos emocionais. É o caso do Camará, que utiliza a Dança do Ventre como forma de terapia corporal em comunidades de São Vicente. Conforme Márcia Costa, se enquanto atividade física promove a mobilidade corporal, a dança enquanto forma de expressão artística abre canais para a manifestação de conteúdos emocionais e do pensamento que dificilmente se traduzem em palavras.